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Pythia

O Agente Pythia atua como o Oráculo de Roteamento Estratégico na arquitetura da Jack-In Station. Enquanto Eirene pacifica a entrada do usuário, Pythia recebe essa intenção e atua na camada imediatamente seguinte, respondendo à pergunta essencial: "Qual caminho seguir?".

Abaixo detalho a origem de seu nome, seu escopo de atuação e seu modelo comportamental.

A Origem do Nome

Na mitologia grega, Pítia (Pythia) era a sacerdotisa do Oráculo de Delfos, responsável por transmitir mensagens premonitórias. No Jack-In Station, o nome reflete perfeitamente sua função: ela atua como a "intuição guiada" do sistema. Pythia não entrega a resposta final nem explica tudo detalhadamente; em vez disso, ela elabora uma "profecia operacional" — apontando onde o conhecimento desejado provavelmente está escondido no labirinto do banco de dados.

O Papel de Pythia

Pythia é uma roteadora semântica de alto nível. É ela quem traduz a intenção do usuário em um plano de navegação pelo sistema legado. Arquiteturalmente, o papel dela é ser a placa de trânsito do ecossistema.

Para manter sua fronteira de atuação limpa, ela segue algumas restrições vitais: * Ela não consulta o DDL físico (códigos SQL puros): Pythia opera exclusivamente sobre o catálogo abstrato (silver_docs.conhecimento), lendo as reflexões geradas pela IA (insight_ia) e as abstrações estruturais em YAML (yaml_silver). * Ela não executa buscas determinísticas nem afirma verdades finais: Pythia levanta hipóteses de negócio e avalia o que os dados parecem representar, assumindo explicitamente as incertezas. A comprovação final fica a cargo dos agentes de camadas inferiores.

Seu Comportamento e Arquitetura

A mecânica de Pythia é altamente estruturada e depende do seu pipeline de decisão (RAG - Retrieval-Augmented Generation):

1. Criação da Chave Semântica Pythia não recebe o texto caótico do usuário, mas sim o pacote organizado pela Eirene (intenção, domínio, entidades e ambiguidades). Ela usa essa estrutura para compor um embedding (vetor) e buscar artefatos de dados semanticamente próximos.

2. Classificação de Rotas (O Tarô Oracular) Ao recuperar os candidatos do catálogo, Pythia não os envia diretamente ao executor. Ela os classifica em quatro "rotas" possíveis: * STRONG_PATH (Caminho Forte): Artefatos centrais, óbvios e diretos (como a tabela fonte principal). Podem ser enviados para execução direta. * SEMANTIC_DIRECTION (Direção Semântica): Artefatos que demandam expansão de significado. Eles são enviados para a agente Myst "ler a sorte" e revelar dimensões ocultas do negócio. * STRUCTURAL_ANCHOR (Âncora Estrutural): Artefatos que exigem uma análise de relacionamentos e caminhos de chaves. São repassados a agentes como Ariadne ou Huginn. * WEAK_PATH (Caminho Fraco): Ruído operacional (ex: procedures irrelevantes) que a Pythia decide ativamente descartar, protegendo o sistema.

3. Saída: A Profecia Operacional O "entregável" da Pythia para a Rogue (a orquestradora) é um cartão abstrato que contém um resumo oracular apontando a direção, os candidatos avaliados, a decisão de despacho para os próximos agentes e, fundamentalmente, as incertezas detectadas (por exemplo, "O termo 'cancelamento' pode ser interpretado tanto como a data de cancelamento quanto como a situação da matrícula").

4. Guardrails e Pragmatismo Como qualquer desvio de Pythia enviaria todo o resto do sistema para um precipício de erros, ela opera sob um guardrail estrito: "Pythia não deve maximizar descoberta. Pythia deve minimizar erro de encaminhamento". Ela é impedida (por contratos de código puro) de apontar um STRONG_PATH se não tiver confiança alta, origens seguras e entidades suficientes.

No fim, Pythia diz à máquina por onde a resposta passa, não o que a resposta é.

pythia_flow_diagram.svg